domingo, 27 de janeiro de 2013

HOLOCAUSTO À BRASILEIRA – tudo pela Segurança ou retorno da “eliminação” pelo confinamento...


Imagem publicada – A foto colorida de uma linha férrea, através da qual chegavam os trens lotados de prisioneiros ao prédio ao fundo, uma sólida construção do nazismo: o campo de extermínio e concentração de Auschwitz I Birkenau, na Alemanha. Essa imagem também aponta para o futuro, apesar de ser, como um museu, parte do passado. As linhas de trem também já foram utilizadas pelos manicômios, prisões e campos de trabalho forçado para além dos tempos nazi-fascistas.

Hoje, 27 de janeiro de 2013, me acordaram com um pesadelo. Era a visão cruenta de corpos empilhados, queimados ou asfixiados. É a visão “cáustica” de jovens, a maioria, queimados/asfixiados em uma boate de Santa Maria, RS.

Lembrei, então, que a data é e será, também, tristemente, para lembrar em todo o mundo a Memória do Holocausto.

Um termo que, segundo a Wikipédia, “... (com inicial maiúscula) foi utilizado especificamente para se referir ao extermínio de milhões de pessoas que faziam parte de grupos politicamente indesejados pelo então regime nazista fundado por Adolf Hitler”.

Essa “queimação” transformada e naturalizada no que se configurou como um dos maiores genocídios da história. As novas fogueiras, como as da Inquisição, exterminou, com fornos crematórios, muitos corpos diferenciados e rotulados.

O princípio deste modelo biopolítico de controle e extermínio nasceu, historicamente, junto com os campos de concentração. Construídos primariamente para os trabalhos forçados. “O Trabalho Liberta” anunciava-se em um dos seus portões principais dos cárceres previa e meticulosamente planejados.

Depois foram aprimorados como Solução Final com o surgimento das “câmaras de gás”, com um pensamento e modelo de fábricas econômica e serializadamente produtivas.  E, posteriormente, “re-invenção” da cremação destes corpos descartáveis.

Daí nasce a palavra Holocausto. Holocausto  que é derivado do grego, o “todo” “queimado”.

As chaminés dos campos de extermínio foram e são a mais sombria lembrança dos que sobreviveram a esta indústria mortal de eliminação das diferenças.

Segundo as pesquisas esta trágica marca da História não foi aplicada primordialmente aos judeus e outros elimináveis. Em princípio foram aplicadas nos corpos “degenerados”, feios e matáveis de pessoas com deficiência.

Estes eram colocados em ônibus, com os vidros vedados, e, sob alegação judicial, eram retirados de suas casas, com a impotência e a autorização dos pais. Todos deviam ser submetidos a um processo de higienização. Iam para as “internações” em espaços de “reabilitação”.

Os que se interessarem podem ver estas cenas reproduzidas no filme  Homo Sapiens 1900, do sueco Peter Cohen. Nessa obra prima de cinema é documentada a busca eugênica e purista que atravessou o início do século XX.

A “onda” que fez brotar com sucesso o ovo da serpente nazi-fascista na Europa. A busca de uma suposta beleza para um mundo totalmente uniforme e sem heterogeneidades. A feiura e os defeitos deviam ser erradicados.

A mesma onda, ou melhor, moda macropolítica, de produção de Vidas Nuas (ler em Agamben).

Hoje, nesse suposto Século de novas luzes, assistindo o confinamento como forma de lazer, à moda dos BBBs, temos de reconhecer que, sob a ideologia de Segurança pública ou nacional, ainda podem ser implementadas novas e sutis formas de “paredões/eliminações” de quem for considerado “indesejável”.

Conheçam a memória do Holocausto, não podemos deixá-la cair no limbo histórico. Os métodos nazistas foram apenas o aprimoramento de outras práticas já exercidas em todo o Ocidente. Em 1900 já se aplicavam os conceitos “modernos” de Eugenia. Os alvos principais da limpeza étnico-racial, em massa, ultrapassaram a marca de milhões de pessoas.

Entre os principais “eliminados” estavam: judeus, militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos, pessoas com deficiências físicas ou ditas “mentais”, prisioneiros de guerra soviéticos, membros da elite intelectual polaca, russa e de outros países do Leste Europeu, além de ativistas políticos, Testemunhas de Jeová, alguns sacerdotes católicos, alguns membros mórmons e sindicalistas.

E para completar o embelezamento do mundo era preciso eliminar os pacientes psiquiátricos e os criminosos de delito comum...

E, para todas as ações governamentais, sempre houve uma legitimação e aprovação, para além do Judiciário, das massas.  Como bem mostra o filme O Triunfo da Vontade (1935), com a “perfeição”  e a “ordem” criadas, cinematograficamente, da perspectiva e a participação do povo alemão.

Por isso temos de relembrar os tempos de exceção e os seus campos quando mais um Holocausto, à moda brasileira, é produzido.

A tragédia de hoje não menor nem maior que a de ontem. Apenas poderia ser evitada,  no mínimo, se aprendêssemos com a História a não perpetuar nossos piores erros.

O confinamento, mesmo o mais sutil, acaba e acabará gerando uma naturalização da morte. Não nascemos para espaços, inclusive os interpessoais ou redes, que nos tornem escravos ou matáveis.

Em um mundo de Trabalho Escravo mantido, Novas institucionalizações e internamentos compulsórios, Racismos, Intolerâncias religiosas ou étnicas, Horrores econômicos reproduzidos, Estigmatizações, Desfiliações e Exclusões sociais, garantidos pelo Hipercapitalismo, podemos estar legitimando, seja micro ou macro politicamente, novas formas de “cremação coletiva”.

Os corpos humanos passam a serem apenas cobaias ou números. Alguns mais “desejáveis e famosos”, mesmo que por segundos, diante de multidões descartáveis.

Por isso não me perguntem quantos morreram na Boate Kiss de Santa Maria, RS. Espero, com tristeza antecipada, que não nos esqueçamos dos sobreviventes.

Como no Campo de Auschwitz, disse um “mulçumano” como ali eram chamados, segundo o texto de Agamben, ao se tornar mais um sobrevivente: “De minha parte, tinha decidido firmemente que independente do que me viesse acontecer, não me teria suicidado. Queria ver tudo, viver tudo, fazer experiência de tudo, conservar tudo dentro de mim. Com que objetivo, dado que nunca teria tido a possibilidade de gritar ao mundo aquilo que sabia? Simplesmente porque não queria sair de cena, não queria suprimir a testemunha que podia me tornar”. *(H. Laiben)

Assim o fazem e fizemos os que gritarão ao mundo: Tortura Nunca Mais. Assim farão os jovens que, tornados sobreviventes, ensinarão o Futuro a desejar a Vida e não a dança  fatal com a Dona Morte.

Continuaremos reproduzindo e recriando, sem nenhuma crítica, as exceções que justificam novas normatizações e confinamentos a partir de estigmas?

E que se mantenham acesas, não as neo-fogueiras institucionalizadas, mas sim as consciências críticas, de cada um e de todos (as), que aprenderão com quaisquer das tragédias que, humanamente, ainda poderemos gerar.

Em tempo – assista ou revejam e reflitam com o documentário: JUSTIÇA, de Maria Augusta Ramos, sobre as práticas judiciais a que os “infratores”, principalmente os “menores” delinquentes e os “drogados” recebem em nosso país.

AOS PAIS, MÃES, FAMILIARES, AMIGOS E AMIGAS DOS JOVENS QUE RECEBERAM O ‘’KISS’’ DA DONA MORTE, E QUEIMADOS OU ASFIXIADOS, QUANDO APENAS BUSCAVAM DANÇAR A VIDA, E MORRERAM EM NOME DE UMA SUPOSTA SEGURANÇA/GANÂNCIA, MEU RESPEITO E O SILÊNCIO AFETIVO DE QUEM JÁ APRENDEU COM (AR) DOR TENTAR ELABORAR O LUTO E A PERDA DE UM FILHO AMIGO.

copyright/left - jorgemarciopereiradeandrade 2013-2014 (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet ou outros meios de comunicação de massa. TODOS DIREITOS RESERVADOS 2025 ...)

INDICAÇÕES E PESQUISA NA INTERNET
Holocausto - https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto

Enciclopédia do Holocausto - Operações de Asfixia por gás (com as experiências iniciais com pessoas com deficiência)
https://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005220

Memorial do Holocausto deve ser advertência constante, diz papa 

Rússia celebra Dia Internacional das Vítimas do Holocausto

SOBRE A TRAGÉDIA EM SANTA MARIA, RS:

Histórico infeliz: relembre outros incêndios trágicos em boates - Antes de Santa Maria, o mais recente havia ocorrido na Tailândia, em agosto do ano passado https://www.clicrbs.com.br/especial/sc/jsc/19,6,4024452,Historico-infeliz-relembre-outros-incendios-tragicos-em-boates.html

FILMES INDICADOS OU CITADOS:

HOMO SAPIENS 1900 –  , Direção Peter Cohen, 1998.
Video– com legendas em português(áudio em inglês) https://www.youtube.com/watch?v=ObJCkAcLmXw

A ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO, Direção Peter Cohen, 1992.
Video – com legendas em português (em alemão)

O TRIUNFO DA VONTADE, Direção Leni Rienfstahl, Alemanha, 1935.

JUSTIÇA, documentário de Maria Augusta Ramos, Rio de Janeiro, Brasil, 2004. https://www.justicaofilme.com Prêmio Melhor Filme Anistia Internacional

LEITURAS CRÍTICAS e INDICADAS –

O QUE RESTA DE AUCHWITZ- Giorgio Agamben, Boitempo Editorial, São Paulo, SP, 2008.

HOMO SACER – O Poder soberano e a Vida Nua I – Giorgio Agamben, Ed. UFMG, Belo Horizonte, MG, 2002.

O CORAÇÃO INFORMADO – Autonomia na Era da Massificação - Bruno Bethelheim, Editora Paz e Terra, Rio de Janeiro, RJ, 1985.

TEMPOS DE FASCISMO – Ideologia-Intolerância-Imaginário – Maria Luiza Tucci Carneiro & Federico Croci (Orgs.), Editora Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, 2010.

LEIA TAMBÉM NO BLOG –

EUGENIA – Como realizar a castração e esterilização de mulheres e homens com deficiência? https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2013/01/eugenia-como-realizar-castracao-e.html

DEMOLINDO PRECONCEITOS, RE-CONHECENDO A INTOLERÂNCIA E A DESINFORMAÇÃO

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O MARTELO NAS BRUXAS - COMO "QUEIMAR", HOJE, AS DIFERENÇAS FEMININAS? 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

EUGENIA – Como realizar a castração e esterilização de mulheres e homens com deficiência?


Imagem publicada – A reprodução da “Eugenics Tree”, um desenho de uma árvore frondosa com as frases “eugenics is the self direction of human evolution” e “like a tree – eugenics draws its materials from many sources and organizes them into na harmonius entity”. É o símbolo máximo que o Segundo Congresso Internacional de Eugenia, em 1921(Nova York), propunha, como a real e “nova” evolução humana. E as suas raízes representadas foram e são alimentadas por algumas ciências, onde a Medicina, a Psiquiatria, a Cirurgia e a Genética têm um papel preponderante. (*ler tradução do texto em inglês ao fim deste texto)

“... O que devemos pensar, em termos seculares gerais da condição dos bebês, dos deficientes mentais e daqueles que sofrem do Mal de Alzheimer? Essas entidades não são pessoas em qualquer sentido estrito...”.

O que você(s) acha(m) que esta afirmação tem de conteúdo bioético? Esta afirmação se encontra no livro de um renomado bioeticista texano: H. Tristan Engelhardt. E seu pensamento bioético(?) constituiu uma excelente oportunidade para reflexão sobre as “não-pessoas”, que se tornam objeto de negação de seus direitos.

Para Engelhardt: “... muita gente se preocupa em atribuir-lhes diversos direitos dos quais desfrutam pessoas adultas” (pág. 185). Como não se constituem no sentido estrito do termo pessoas, são incapazes morais, portanto podem ser moralmente excluídas dos seus direitos humanos.

O mesmo autor poderia ser utilizado para entender a visão secularizada de recente notícia sobre a esterilização de uma mulher com deficiência. Ela é, foi ou será algum dia uma Pessoa?

Para este polêmico autor as pessoas com deficiência intelectual, por sua condição de “severa e profundamente retardados”, e pelas exigências que impõem às outras que são consideradas pessoas “normais” e “morais”, podem ser, como exceção destituídas de seus direitos.

Há quem concorde com estas visões que transformam o Outro e suas Diferenças em apenas um “estranho moral”? Uma exceção à normalidade.

Estamos realmente em 2011? O Século XXI e suas promessas de evolução humana estão sendo realmente realizadas?

Recentemente, mais uma vez, tive o desprazer de noticiar uma aplicação “legal” de uma possível esterilização/castração de uma mulher com deficiência intelectual, em uma cidade bem próxima daqui.

Mais uma vez precisei reconhecer o quanto a Justiça continua sendo exercida, por alguns, dentro dos princípios e padrões anacrônicos e distorcidos sobre as pessoas com deficiência e seus Direitos Humanos.

Para entender estas decisões que geram nossas indignações ou manifestos é que fui buscar novamente outra história: a da Eugenia.

Muitos, a princípio, a associam apenas aos Nazistas e seus métodos de eliminação primária de pessoas com deficiência, depois judeus, ciganos e homossexuais no Século XX (1938 – 1944). Porém suas inspirações são mais americanas do que a historiografia nos transmitiu.

Em 1875 no Kansas, Texas, EUA, foi instituída uma política de eugenia com a castração de homens. O que fundamentava essas práticas do século XIX ainda parece ser o mesmo princípio que é alegado por quem defende esta busca de “purificação da raça humana pela esterilização”. Mesmo que sejam alegadas, judicialmente, a proteção do sujeito ou da Sociedade.

Provavelmente o que levou à autorização de esterilizar uma mulher do Século XXI ainda é a mesma ideologia racista e eugênica que se iniciou com Francis Galton (1822-1911).

Este um dos muitos precursores da Eugenia foi e é muito citado por seu parentesco com Darwin. Mas o que importa é como se constituíram e perpetuaram, historicamente, seus seguidores e admiradores em todo mundo e, em especial, no Brasil.

Ele firmou suas raízes eugênicas primeiras na Inglaterra com uma histórica conferência no Instituto Antropológico de Londres. Isto em 1901.  Portanto, alguns anos antes da apropriação nazifascista desta proposta de uma raça “pura”, perfeição corporal e superioridade hereditária.

Galton, como um dos principais ideólogos do movimento eugênico, enraíza, depois, com sua arborescente eugenia no solo fértil dos Estados Unidos. Um país democrático mas que tem a necessidade de biopolíticas em sua busca de eliminar os “parasitas” desta sociedade emergente.

Eram os tempos dos resquícios do Faroeste, da Escravidão e do Genocídio das nações Indígenas...

Era preciso eliminar, assim como controlar, os desviantes sociais. Herdeiros da concepção biopolítica do Século XVIII/XIX.

A proposta de castrar doentes mentais, alcóolatras e pessoas com deficiência encontrou em discursos médicos o modo aliado, eficaz e prático de exterminar estas “diferenças” prejudiciais ao progresso e à ordem. Também aí nasceram os grandes hospícios, manicômios e colônias penais.

Em outros lugares também se exercitou, nessa passagem dos séculos, a busca higienista de uma sociedade sem defeitos ou defeituosos.

 E, tristemente, uma das deficiências tornou-se um dos campos das experiências, discursos e práticas biomédicas de “purificação” genética: as chamadas idiotias, cretinices e outros retardamentos ditos mentais. Vidas nuas facilmente matáveis.
Os tempos passaram. A Terra já nos apresentou suas próprias convulsões ou retardamentos catastróficos como planeta. E, em seus abalos e tsunamis tenta nos ensinar com aprender com a experiência e o passado.

O que ainda persiste e resiste é essa triste e nefasta visão moralista e moralizante dos sujeitos com alguma diferença ou diversidade intelectual. A visão de Galton ou de Engelhardt, datadas ou contextualizadas superam a passagem do tempo.

Há os que creem em seus modos de produção do conhecimento, quase religiosos, de afirmação de supostas verdades “científicas”. O mundo das leis e os legisladores tornam-se seus prediletos seguidores e portadores.

Então como mostrar a quem foi togado pela mesma Sociedade que o togou como evoluir? Principalmente quando esta mesma sociedade, dos BBB e da Idade Mídia, permanece retrógrada e hiper resistente à quebra de seus velhos e arcaicos paradigmas?

O que temos de continuar buscando são meios ativos de quebrar e fragmentar as micro/macrofascistações em nós. Modos, discursos e práticas fascistas que também se expressam e expressarão através do racismo, da exclusão/segregação escolar, da homofobia, da violência contra quaisquer mulheres ou homens em suas condições e diferenças fora das normas e das morais.

Não bastará que possamos impedir ou levar a Defensoria Pública ao se contrapuser questionando a decisão de apenas 01(uma) esterilização em SP. Há muitas outras castrações que estão em ação, ou ações judiciais, para sutis neo-higienizações sociais.

Nos primeiros lugares destes “anormais” a serem castrados também se encontram outros marginalizados, tratados como minorias, mas que reforçam os modelos biomédicos que promovem a ingerência médica, judicial e policial na vida sexual ou privada de todos (as) cidadãos (ãs).

Não podemos deixar que as raízes desta velha árvore eugênica, que se alimenta de ódios raciais, temores sexuais ou de gênero, discriminações étnicas, raciais ou linguísticas, diferenças corporais ou intelectuais ou quaisquer das manifestações da diversidade humanas se torne o que a Eugenia sonhou: a verdadeira “ciência” que erradicará a fealdade, a anormalidade, a monstruosidade e a doença...

Caso contrário os fundamentos da própria Bioética, uma sonhada ponte para o futuro, tornar-se-á apenas mais uma condenação a repetirmos nossos piores erros históricos.

Deleuze e Guattari nos ensinaram que o Nazismo, assim como outras formas de fascismo, só se viabilizaram através dos desejos de massas, tornadas famélicas pelos horrores de guerras ou terrores econômicos. O Nacional Socialismo não nasceu  apenas na Alemanha.
Teve e pode ter neocristalizações que nascem dos modos moleculares de microorganizações, como a Juventude Nazista. Hoje podem se reanimar em espancamentos de homossexuais na Avenida Paulista?

 São os grupelhos ou os tribunais menores, os que amparam, legitimaram e, ainda podem exercitar a formas tirânicas de extermínio ou esterilização. Foram e serão esses tipos de rizomas ou de segmentaridade arborificada deram e darão aos fascismos “um meio incomparável, insubstituível, de penetrar em todas as células da sociedade”.

Já tivemos, historicamente, médicos brasileiros, como Renato Kehl, nascido em Limeira, SP, que desejavam que pudéssemos ter um Brasil só para pessoas “sãs física e moralmente”.

A cidade, Amparo, onde se julgou a esterilização de uma mulher com deficiência intelectual não fica apenas próxima geograficamente daqui. Lá também pode ficar, anacronicamente, bem perto desta cidade onde nasceu nosso Engelhardt do início século XX que propôs a “a cura da fealdade”.

Há ainda muitos herdeiros do movimento da Liga Brasileira de Higiene Mental ou da Educação Eugênica em nosso país. Com o apoio e aplauso dos poderes constituídos e nossos Governantes podem reinstitucionalizar grandes manicômios, internar compulsoriamente, abrigar ou segregar as populações marginalizadas. E, com o aval jurídico, castrar e esterilizar esses indesejáveis e infames.

 Estaremos aplicando os ‘’remédios sociais’’ para a eugenização do Brasil, segundo Kehl, no livro Sexo e Civilização (1933), com, por exemplo: - “a Segregação dos deficientes, dos criminosos e dos socialmente inadaptados; - a Esterilização dos anormais e dos criminosos com grandes taras transmissíveis por herança; a Procriação consciente e prevenção dos nascimentos por processos artificiais para evitar a concepção, nos casos especiais de degeneração, doença e miséria...”.
 Pedimos, então, aos nossos magistrados que nos ajudem com um novo HABEAS CORPUS. E que esses corpos possam ser respeitados e reconhecidos em sua Diferença ou Deficiências ou Incapacidades.

Talvez, quem sabe, ainda possamos lutar e superar uma Onda que pode vir a ser nosso pior tsunami higienista e eugenista: TODA DIFERENÇA PODE E DEVE SER CASTRADA.

Copyright/left – jorgemarciopereiradeandrade (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet ou quaisquer meios de comunicação de massa - TODOS DIREITOS RESERVADOS 2025)

*Tradução livre – ÁRVORE EUGÊNICA“ A Eugenia é o próprio sentido da evolução humana” - “ Como a árvore, a Eugenia extrai sua matéria-prima de diversas fontes e as organiza em uma harmoniosa entidade”

Matéria publicada no INFONOTÍCIAS DEFNET-

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL - Justiça de São Paulo quer uma ESTERILIZAÇÃO - Justiça de SP decide esterilizar deficiente mental (Defensoria Pública tenta reverter medida)
LEITURA CRÍTICA A SER CITADA E RECOMENDADA 
FUNDAMENTOS DA BIOÉTICA – H . TRISTAN ENGELHARDT – Edições Loyola, São Paulo, SP- julho de 2011 (4ª Edição)

RAÇA PURA (Uma História da Eugenia no Brasil e no mundo) – PIETRA DIWAN – Editora Contexto, São Paulo, SP, 2007.

Fontes pesquisadas e a pesquisar


LEIA, DIFUNDA E CONFIRME – MANIFESTO DE REPÚDIO DOS CENTROS DE VIDA INDEPENDENTE DO BRASIL

LEIA TAMBÉM E COMENTE–

A PARÁBOLA DA ROSA AZUL -
https://infoativodefnet.blogspot.com/2010/05/a-parabola-da-rosa-azul.html

OS NOVOS MALDITOS E AS NOVAS SEGREGAÇÕES: da Lepra ao Crack https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/02/os-novos-malditos-e-as-novas.html

DEMOLINDO PRECONCEITOS, RE-CONHECENDO A INTOLERÂNCIA E A DESINFORMAÇÃO


UM DIA NÓS SEREMOS QUAL CIF? As Deficiências e sua(s) Classificação(ões) https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/11/um-dia-nos-seremos-qual-cif-as_28.html



ROBÔS, POLÍTICA E DEFICIÊNCIA. 

SINDROME DE DOWN E REJEIÇÃO: UM CORPO ESTRANHO ENTRE NÓS? https://infoativodefnet.blogspot.com.br/2011/10/sindrome-de-down-e-rejeicao-um-corpo.html

sábado, 22 de dezembro de 2012

NOSSO MAIOR DESEJO/DIREITO PARA NÃO DESEJAR O FIM DO MUNDO


Imagem publicada - uma foto em preto e branco de cena do filme O Circo(1928) de Charles Chaplin. Um homem, o próprio Carlitos, está sobre a ''corda bamba'' por onde terá de se equilibrar, mesmo não sendo o equilibrista oficial, para que o espetáculo possa continuar. O show tem de continuar, a platéia precisa aplaudir ou vaiar, e o leão continuar rugindo. Esta cena me remete à nossa condição equilibrista entre as nossas pulsões do viver, do morrer, do prazer e da morte. E, como eterno aprendiz do vagabundo Carlitos ainda espero chegar, apesar de tudo e todos os desequilíbrios humanos, chegar ao fim da corda e do espetáculo.

SOMOS, TODAS E TODOS OS CHAMADOS SERES HUMANOS, DEMASIADA E DIFERENTEMENTE DESUMANIZADOS, APOCALÍPITICOS, MESSIÂNICOS E ATIVAMENTE CONSUMIDORES DE NOSSO PRÓPRIO FUTURO...

EM TEMPOS DE BOAS E EMBRIAGANTES FESTAS DEVERÍAMOS RESERVAR UM PEQUENO, PORÉM INDISPENSÁVEL, TEMPO PARA A AFIRMAÇÃO DA VIDA COMO POSSIBILIDADE E DEVIR, SONHANDO, COM OS PÉS BEM FIRMES SOBRE A TERRA, COM UM AMANHÃ QUE SERÁ POSSÍVEL QUANDO NELE INVESTIMOS.

HÁ UM DESEJO MAIOR EM MIM QUE REPASSO A TODOS OS LEITORES, COMENTARISTAS, SEGUIDORES E, SEMPRE, AMIGOS E AMIGAS DOS MEUS TEXTOS E BLOGS:

QUE POSSAMOS TODOS/TODAS REAFIRMAR O MAIS IMPRESCINDÍVEL DOS DIREITOS, AQUELE DIREITO FUNDAMENTAL SEM O QUAL NENHUM OUTRO DOS OUTROS DIREITOS HUMANOS, NOSSOS E DOS OUTROS, PODERAM SER PLENAMENTE EXERCIDOS OU USUFRUÍDOS.

UM DIREITO QUE ALÉM DE INALIENÁVEL, OU SEJA, NÃO PODERÁ JAMAIS SER DESTITUÍDO DO SUJEITO, É CONDIÇÃO SEM A QUAL NÃO CONSEGUIMOS NEM MESMO RECONHECER NOSSAS DIFERENÇAS, RESPEITAR E CONSTRUIR EM CONJUNTO NOVAS DIREÇÕES OU CARTOGRAFIAS DO VIVER.

UM DIREITO QUE NÃO PODE SER DIVISÍVEL, MAS É O QUE NOS PERMITE ACREDITAR NA SUA UNIVERSALIDADE E APROPRIAÇÃO MULTIPLICADORAS, POR TODOS E TODAS, QUANDO PENSAMOS A VIDA E A MORTE.

UM DIREITO SEM O QUAL NEM MESMO EXERCEMOS O DIREITO DE IR E VIR. UM FUNDAMENTO PARA QUE NOSSOS PASSOS, SOLITÁRIOS OU COLETIVOS, MAIORES OU MINÍSCULOS, DEIXEM SUAS MARCAS, SUPERFICIAIS OU PROFUNDAS, NA CURTA OU LONGA TRAJETÓRIA/ESTRADA FINITA CHAMADA DE VIDA.

UM DIREITO QUE, CADA DIA MAIS, VENHO APRENDENDO, PARA ALÉM DAS DORES E DAS FRAGILIZAÇÕES QUE O TEMPO NOS IMPÕEM, A REATIVAR COM VIGOR E GARRA, PARA QUE NOSSAS PULSÕES NÃO ME/NOS DIRECIONEM APENAS PARA A AUTODESTRUIÇÃO.

É O DIREITO À SAÚDE. NÃO APENAS COMO O DIREITO DE NÃO ADOECER OU SOFRER, CONDIÇÕES HUMANAMENTE INCRUSTRADAS EM NOSSAS LIMITAÇÕES FÍSICAS E PSÍQUICAS, MAS COMO O DIREITO PROFUNDO DE UMA ARTE DA VIDA .

POR ISSO DEVEMOS CONTINUAR PERGUNTANDO POR QUEM OS SINOS DOBRAM: ELES DOBRAM POR TI, POR MIM E TODOS NÓS... À DONA MORTE DEVEMOS ENVIAR SEMPRE NOVAS E EXTENSAS CARTAS, SEMPRE COM NOTÍCIAS DE NOSSO UNIVERSO-CORPO QUE ESTÁ SE IMISCUINDO NA SUA MUNDANIDADE COM TODA FORÇA VITAL POSSÍVEL.

COMO DIZIA O ESCRITOR HENRY MILLER: “AVANÇAR PARA A MORTE NÃO RECUAR PARA O ÚTERO...”. PORÉM COM FIRMEZA, DIGNIDADE E SEM TEMOR DO FIM DOS MUNDOS E DE NOSSA PRÓPRIA FINITUDE.

A TODOS E TODAS, NESSE FIM DE 2012, FAÇO UM BRINDE À SUA GRANDE SAÚDE, AQUELA QUE NINGUÉM PODERÁ E NEM PODE DEIXAR DE RECONHECER COMO SEU PRIMEIRO DIREITO PROFUNDAMENTE HUMANIZADOR... E QUE VENHAM OS NOVOS FINS E COMEÇOS DOS NOSSOS MUNDOS...
(TODOS DIREITOS RESERVADOS 2025 ad infinitum)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

SAÚDE MENTAL? QUANDO INTERNAMOS OS CENTROS DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL?



Imagem publicada – imagem de modelo de Enfermaria e leitos do novo hospital, o futuro IAD (Instituto de Álcool e Drogas, a se construído na região da Pompéia, em São Paulo, SP. Segundo a matéria do Jornal da USP, com o endereço (link) citado ao fim desta publicação, “com investimento de R$59 Milhões, o Instituto de Álcool e Drogas (IAD) da USP terá atuação multidisciplinar e oferecerá atendimento à sociedade em geral e à comunidade universitária...”. Um espaço que abrigará uma Unidade de Internação, o Centro de Atenção Psicossocial/Álcool e Drogas (CAPSad), o Ambulatório especializado em dependência química, o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), além de programas de capacitação a profissionais que atuem com dependência química no interior do Estado de São Paulo e nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Esta notícia está circulando em minha mente há dias. Li pela primeira vez o texto, ao pesquisar sobre o tema tão falado atualmente chamado de epidemia: o Crack. Minhas situações de afastamento das atividades da Saúde Mental me fazem buscar a manutenção do conhecimento sobre todos seus campos. E, quando, como dizia Nietzsche, nos afastamos da cidadela é que podemos re-conhecer os seus muros...

A construção de um novo hospital, quando existe esse apelo compulsório e biopolítico de internação de todos os “viciados” é sempre uma boa e uma má notícia. E por que existiria e existirá essa ambivalência e ambiguidade?

Primeiro olhamos a notícia do investimento de muitos recursos e de busca de um “enfrentamento” da alardeada e visível situação da drogadição em nosso país. Mas se relemos e repensamos a notícia vamos encontra os seus avanços e seus retrocessos. O que poderiam ser avanços com a estrutura, deste novo edifício de cinco andares, com a ‘’inclusão’’ de um CAPSad ocupando um de seus andares, pode ser a reinserção arquitetônica de um modelo que contraria, por exemplo, a ação dos chamados “consultórios de rua”.

A pergunta sobre a internação dos Centros de Atenção Psicossocial vem desta proposta, com apoio do Governo Federal, da Secretaria Estadual de Saúde e do renomado Instituto de Psiquiatria da USP. Não estaremos ativamente restringindo ao modelo biomédico o cuidado dos cidadãos (ãs) marginalizados, quase sempre sob pontes, à margem de trilhos, ferrovias ou beiras da cidade?

 Estes que vivem drogados e, permanentemente, desterritorializados passam a ser, agora denominados craqueiros, muito embora muitos sejam primariamente alcóolatras e pessoas em situação de rua, alvo de uma reterritorialização e novos cuidados, que podem até ser terapêuticos, mas apenas sob a ótica da internação involuntária ou compulsória?

Estas perguntas são geradas pela minha experiência passada no convívio diário de um CAPS III, os espaços de cuidado e tecnologias de atenção em Saúde Mental. Estes Centros são a proposta da Reforma Psiquiátrica que surgiu, cresce e existe em centros urbanos com mais de 200.000 habitantes, institucionalizados a partir da Lei 10.216/2001, que também abriga, cuida, atende, por equipes multidisciplinares,oferecendo, nas crises, os "leitos noite".

Neste espaço físico e territorial dos CAPS convivem, em intensidades/cuidados diferentes, os usuários que além dos transtornos mentais severos e prolongados, como as esquizofrenias, formam uma heterogênea população que também é usuária das drogas, quiçá uma boa maioria do álcool.

Esta Lei que tramitou por muitos anos nas veredas de uma resistência conservadora e de modelo hospitalocêntrico nos afirma a contradição de um CAPS inserido no “ventre” de um hospital, Basta que leiamos os artigos: “VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental”.

Estes e os artigos antecedentes foram proclamados para garantir os direitos e a proteção de pessoas acometidas de transtorno mental. O que precisamos lembrar é que também, como já foi feito com pessoas com deficiência, foi deixada aberta à interpretação, que digo anti-inclusiva, com o termo “preferencialmente”.

Nessa brecha é que nascem as atuais modelizações de higienização e reinstitucionalização dos “loucos de toda sorte”, ou melhor, os que tornados loucos e perigosos para a sociedade serão tolhidos de quaisquer sortes... E nossos governantes, prefeitos e representantes legislativos, com apoio de “novas” leis, buscam o controle desta epidemia sem vacinas ou tentativas de “cortar o Mal pela raiz”, optando-se pelo método mais antigo: a exclusão dos já excluídos e desfiliados socialmente.

Há, porém formas de tornar mais receptivas e massificadas do que afirmar que um CAPS dentro de uma estrutura hospitalar, como o proposto pela USP, do que dizer que: “está prevista a criação de um ambiente humanizado e INCLUSIVO, adequado ao seguimento da proposta terapêutica interdisciplinar de usuários de diferentes substâncias, portadores ou não de comorbidades psiquiátricas e CLÍNICAS...?”.

A maioria da população, e ousaria dizer até dos que se consideram bem informados e cultos, considerará esta proposta muito apropriada aos tempos que vivemos. Dirão que dentro de um ambiente hospitalar os dependentes serão “melhor” desintoxicados e estabilizados. Mas o projeto terapêutico que está subjacente é o que apontava Foucault em sua desmontagem genealógica dos asilos: é preciso dar uma “direção” aos asilados.

O texto da matéria, muito claro e preciso, nos diz que: “... Pela natureza dos tratamentos a que se destina, o projeto CAPSad estabelece, ainda, a prevenção de violência, suicídio e uso de substâncias nas dependências do IAD.” Ou seja não serão permitidos estes graves desvios do regime de funcionamento hospitalar. E, então, quais serão os dispositivos, tecnologias, regimes e domínios a serem instituídos ou inventados para controlar essas transgressões?

Somos informados que a sua construção se iniciará em 2013. E que a infraestrutura desta edificação será e "foi projetada para abrigar enfermarias destinadas à internação de pacientes adultos e adolescentes". Serão alvo do cuidado de equipes multidisciplinares os usuários de crack e outras drogas. Estes serão abrigados (obrigados) em 62 leitos de internação, sendo 12 para cuidado de CRIANÇAS E ADOLESCENTES usuários de drogas e 10 leitos exclusivos para o tratamento de funcionários e alunos da comunidade da USP.

Por não saber como serão estas práticas intra-hospitalares, conhecendo a necessidade de um outro modo de cuidado em rede, com políticas Inter setoriais e práxis localizadas em espaços territoriais comunitários, é que deixo minha dúvida em aberto. 

Serão estes pavimentos novos que reabilitarão os “usuários de drogas”? ou serão estes “usuários”  que passaram a ocupar os leitos crônicos, que lembram o mito de Procusto, se não se deixarem dirigir, ordenar e submeter, melhor será aumentar o tamanho das camas ou do chão, e, se preciso além de Vidas Nuas também expor, como no passado, ao frio e ao jejum (vale a abstinência forçada)?

 Enfim, digo que a proposta deste novo Hospital me trouxe, com a “internação” de um CapsAd, a lembrança triste e envergonhada dos velhos e rotos pijamas uniformizantes do passado manicomial de nossa psiquiatria brasileira e mundial. Por esta lembrança é que convoco à reflexão crítica da “urgência” de novos espaços fechados para o cuidado de quem já vive em situação de isolamento, sofrimento, desconstrução da autoestima, depressões, violentações, vulnerações e, consequentemente, a negação de seus direitos, principalmente aqueles que inventamos em 1948: os direitos humanos.

Não precisamos apenas demolir os muros visíveis de velhos projetos de hospitalizações. Estes fantasmas afligem os que criam as Casas Verdes (O Alienista -Machado de Assis). Também devemos ter o desejo de demolição de nosso mais antigo temor: a invasão de nossos protegidos, limpos, seguros, moralizados e, aparentemente, civilizados territórios por essa nova horda de bárbaros. É o nosso temor de sermos tocados novamente, sem nenhuma autocrítica sobre nossa participação na sua gênese social.

 E toda nossa suavidade e respeito ao Outro continua em des-aparecimento.

PS – Neste mês de novembro completam-se os três primeiros anos do Blog INFOATIVO. DEFNET, e, com a conquista de mais de 100.000 (cem mil) acessos, e a proximidade dos 500 (quinhentos) amigos/amigas seguidores, envio meu agradecimento aos que comentaram, mesmo que silenciosa ou por outros meios, os meus textos. Espero continuar, dentro das minhas atuais limitações físicas, usando este espaço cibernético e digital para tentar “contaminá-los” afetiva e afetuosamente com minhas idéias e sonhos, já que até minha saúde mental também passa, pelas agruras a que todos/todas estamos expostos, pelo RISCO que é viver In-Tensamente...
UM DOCEABRAÇO

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Notícias na INTERNET –
HC terá centro para tratar dependência em álcool e drogas

Centro Multidisciplinar sobre crack, álcool e outras drogas   (Jornal da USP 13/21 Outubro de 2012) https://www.usp.br/imprensa/?p=25186


Reforma Psiquiátrica e política de Saúde Mental no Brasil  https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/Relatorio15_anos_Caracas.pdf

Indicações para Leitura (e crítica) –

O Poder Psiquiátrico – Michel Foucault – Editora Martins Fontes, São Paulo, SP, 2006 (Aula de 9 de Janeiro de 1974 – Poder psiquiátrico e prática de “direção”)

El Sufrimiento Mental – El poder, la ley y los derechos – Emiliano Galende & Alfredo Jorge Kraut – Lugar Editorial, Buenos Aires, Argentina, 2006.(pág. 244 – Acerca de los derechos de  los pacientes mentales)

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