quinta-feira, 11 de outubro de 2012

SAÚDE MENTAL: quando a Bioética se encontra com a Resiliência.

Imagem publicada – a foto colorida de uma pessoa, negra, de Gana, que está acorrentada a uma árvore. É de autoria da Human Watch Rights (HWR) como denúncia da realidade de maus tratos, cárcere e privações a que são submetidas as pessoas com transtornos mentais em Gana, na África. Segundo a matéria: “A OMS (Organização Mundial de Saúde) estima que cerca de 3 milhões de pessoas vivem com deficiências e distúrbios mentais no país que possui apenas três hospitais públicos psiquiátricos. Em todas as unidades, a HRW encontrou corredores e quartos em péssimas condições com fezes e urinas no chão, sistemas hidráulicos quebrados e superlotação”. Uma dura realidade que não é um privilégio africano, mas que ainda persiste em muitos lugares da Terra. Uma realidade manicomial que ainda temos de ultrapassar e nunca mais retomá-la como modelo de cuidados em Saúde Mental, aqui, lá e em qualquer longitude ou latitude...

Tornou-se uma atividade mundial a lembrança com datas para os assuntos que mobilizam em direção tanto para o consumo como para as questões humanas ou humanitárias. No dia 10 de outubro, assim como recentemente outros “dias” (Alzheimer, Autismo, etc...), comemora-se, ou melhor, somos lembrados do Dia Mundial da Saúde Mental. E este como muitos outros dias já passou, e a realidade sempre volta.

Eu, aqui entre quem já estive em seu “front”, na área psicossocial, hoje me sinto muito mais próximo dos que a vivem como uma ”guerra” cotidiana. Digo isso, pois também tenho minhas comemorações nesses 10 dias de outubro. Aliás, muito menos devo comemorar do que relembrar apenas a data de minha neurocirurgia há 03 anos. E ainda tive também meus dias seguintes, meus “days after”... Ou seja, a minha “queda” dentro de um hospital público da rede do SUS..

Foi após esse Outubro, que não deixava de ser também o Outubro Rosa no combate contra o Câncer de Mama, que pude vivenciar o quanto precisamos, urgentemente, da Bioética. Essa “invenção” transdisciplinar dos anos 70 tem uma presença cada vez mais indispensável nos campos das ciências, biotecnologias e, em especial, no campo da Saúde.

Quando passei pela experiência, corporal e psíquica, da ameaça de vulneração dentro de um hospital é que comecei a repensar a resiliência e seu sentido bioético. Este termo não é muito empregado, por enquanto, nas questões de saúde, em especial na Saúde Mental. Porém posso dizer que o experimentei na própria pele... 

A “resiliência” significa, no seu sentido primordial, a capacidade de plasticidade que um material, mesmo rígido, tenha de recobrar sua forma original depois de ser submetido às pressões que o deformem. O termo e conceito foram inicialmente tomados de empréstimo pela Psicologia, em sua crítica às leituras que se fizeram sobre as crianças que sofrem traumas infantis.

A visão clássica era de que estariam condenadas a reproduzir esses traumas, e, como seres humanos vulneráveis, trariam para sua vida adulta todas as “feridas” da tenra infância. Porém o se que verificou com pesquisas é que não há esse determinismo. Nem todas as crianças, ou seres humanos, são marcados por essas situações de vulneração e trauma igualmente.

O surgimento da capacidade de resiliência, em muitos, pode demolir essa visão tanto quanto a ideia de invulnerabilidade. Nem condenados, nem vítimas e, muito menos, heróis. Somos, nos tornando resilientes, apenas seres humanos em sua infinita capacidade de superação e aprendizado. Não digo que temos resiliência, digo que a experimentamos e a desenvolvemos.

O que acontece quando temos uma doença crônica, um diagnóstico de AIDS ou câncer? O que se passa, principalmente, por nossas mentes? O que essa situação de hiperestresse provoca em nossos corpos?

O que se passa com nosso mundo psíquico, fragilizado e frágil, quando temos de aprender a conviver com outro modo de andar, conviver e se relacionar, vivenciando, por exemplo, uma deficiência pós-traumática? 

Tornamos-nos aquilo ou aqueles antes apontávamos ou identificamos como sendo diferentes de nossa suposta normalidade? Talvez essa vivência inesperada possa vir a ser a diferença. Porém, cada um em sua singularidade e subjetividade, passará por uma experiência vital única e incomparável. É quando podemos desenvolver essa capacidade de projeção menos sombria e mortal que muitos alardeiam ou se vitimizam. Pode nascer em nós a capacidade de ir além dos diagnósticos, incapacidades ou perdas de funcionalidade.

Há aí uma capacidade, que poderíamos ousar dizer universal, de aprendizado, superação e formas diferenciadas de transformação pessoal. Chamaremos essa potencialidade de resiliência ou re-existência? Podemos como muitos fazem, e se utilizam disso, nos colocarmos no papel de vítimas. As nossas novelas que ocupam, a meu ver, muito mais espaço das vidas e das redes sociais, são peritas nessa produção de subjetividade.

Nessa temporalidade da Idade Mídia e da Sociedade do Espetáculo há sempre alguém muito mais interessado no destino de uma “Carminha” do que dos muitos brasileiros e brasileiras que vivem reais condições de produzir, enfrentar ou serem derrotadas pelas adversidades inevitáveis da Vida. 

Somos estimulados uma posição vitimada e vitimizadora. Diante dos processos de perda de papel micropolítico, ou mesmo macro político, é que muitos passam a situação de hiper-vulneráveis pelo Estado. Sugiro, então, a partir de minha própria vivência, que é a busca dos antídotos revitalizadores, para além das urnas, que podem multiplicar nossas resistências e resiliências coletivas.

O campo da Saúde Mental é e sempre será propício para esta práxis e proposta psicossocial. Porém não podemos revitalizar o que for fazer crescer em nós, como cicatrizes mal tratadas, os modelos messiânicos, as buscas apocalípticas, os fundamentalismos e as micro-fascistações que nos são profundamente tentadoras por suas promessas fáceis e mistificadoras. Não há mudanças radicais de uma vida sem o aprendizado com suas perdas, mas também com seus ganhos em novos saberes ou sabedorias.

Eu, aprendi a sonhar, mas não creio nesses profetas que hoje saem das igrejas-partidos em direção às Câmaras ou outros espaços da política e dos poderes constituídos. Principalmente pela ausência real de propostas de políticas sociais realmente estruturantes. Ainda mais no campo da Saúde Mental ou a Coletiva e Pública.

Basta que pensemos nas promessas de candidatos a prefeitos, recém-propagandeadas, de resolução “total” de nossos problemas sociais, econômicos, habitacionais, educacionais e, mais localizadamente, de nossas muitas saúdes. São as falácias e os espetáculos macro políticos que se perpetuam abusando das camadas populacionais vulneráveis.

Essas chamadas de “comunidades” estão e estarão precisando de uma intervenção micropolítica que as ajude a despertar na e com a resiliência. Assim como em nós, individualmente. Porém como nos ajudar nesse processo de recuperação da dignidade e do direito à justiça social? Há sim como recuperarmos nossas diferentes saúdes, principalmente se a reconhecermos como um fundamento para todos os outros direitos humanos que temos. 

Não há com quebrar os mecanismos do que chamo de vulneração, por exemplo, das pessoas com deficiência, sem um processo ativo de seu emponderamento. Um processo histórico que quebra os velhos paradigmas reabilitadores ou biomédicos e lhes dá um lugar social e políticas públicas para além da visão sedimentada de que são apenas objeto e não sujeitos de direitos.

Essa mesma mudança de paradigmas, que conquistamos com a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, apesar da conceituação e o abraço conceitual de deficiências psicossociais para quem vive transtornos mentais graves ou persistentes, ainda não ocorre, a meu ver, no campo da Saúde Mental.

Ainda temos uma visão e práxis que não reconhece a força das pressões sociais e econômicas na produção de muitos quadros psicopatológicos. Quando lemos que as pessoas estão vivenciando mais quadros depressivos e as taxas de suicídio aumentam é que deveríamos pesar, para além de refletir, o quantum da pressão social que as crises econômicas vêm produzindo, desde 1929, a Grande Depressão nos EUA.

E, então para socorrer e tratar dessas populações em crescimento “assustador” e “epidêmico” surgem apenas as constatações e as epidemiologias. São criadas as recentes bio políticas. Os orçamentos e os seus valores em milhões, a princípio, são grandiosos. Há, porém, a persistência da serialização e multiplicação dos diagnósticos e das suas curas. Serão apenas 350 milhões ou 5% da população mundial (OMS) que vivencia as diferentes depressões? E amanhã, quantos seremos?

Um psiquiatra português diante do chamado “desânimo” diante da crise econômica que castiga seu país e a Europa nos informa que: 
“...os doentes mentais crônicos também são vulneráveis a esta situação de crise". Roma Torres salienta que "o sistema de saúde é onde as pessoas acorrem muitas vezes em situações de dificuldade que nem sempre é da saúde e isso nota-se particularmente na área da psiquiatria"

Essa mesma psiquiatria que tenta a remoção dos estigmas e dos mitos tentando ensinar novos modos de ver, cuidar, institucionalizar e revisar perguntando às crianças: “o que é um maluco?”.  O que é a Loucura?

Outras notícias e outras visões nos informam que, nesse Dia Mundial da Saúde Mental, devemos sim é fortalecer as chamadas redes psicossociais de cuidados e tecnologias sociais. São os sujeitos em interação, com os mais diferentes suportes em suas territorialidades ou espaços de convívio que, emponderados, passam de vítimas vulneráveis a ativistas de seus direitos. Podem, então, participar e até fiscalizar as políticas públicas, não assistencialistas, que possam ir para além dos paradigmas biomédicos ou reabilitadores.

O exemplo do surgimento dessa resistência que fomentará a resiliência que pode vir, por exemplo, das pessoas que são consideradas objetos de intervenção social. Nessas medidas, desde os Caps (Centros de Atenção Psicossocial) até os Centros de Reabilitação, os governos investem em busca do atendimento de uma demanda crescente chamada de “doentes mentais”, a maioria, como no resto do mundo ocidental, submetida ainda um modelo fisicalista, farmacológico e orgânico de seu adoecimento e sua cronificação. 

As depressões prefiro-as no plural e na pluralidade, só estão cada dia mais “diferentes”. Nessa constatação o colega ultramarino também identifica e prescreve a solução final dos nossos modelos tão difundidos de re-internação, re-hospitalização, inclusive com a judicialização da saúde mental e os processos de justificação das internações compulsórias, em especial dos drogadictos, reedição dos modelos higienistas e manicomiais. 

Há alguma perspectiva que nos dirija para as desinstuticionalizações para além das Reformas? Há, realmente, em ação uma mudança de paradigmas que nos abra um caminho para resiliência comunitária, ou melhor para uma resistência diante de tanta desumanização do cuidado em Saúde? Nossos novos minicômios em ação são mais pulverizadores e invisibilizadores do que os Juqueris, os velhos manicômios e seus muros visíveis? As correntes que se usam aqui são mais “finas e sutis” que as usadas em Gana?

Minha utopia, aliás, minhas utopias e sonhos não serão demolidos por essas duras tecnologias que se repetem e reproduzem nas palavras “compulsória e involuntária”. Há um desejo nascente do meu estudo da Bioética que aponta possibilidades, pontes para o futuro, que transformam os chamados “portadores” de deficiências ou doenças, mesmo as raras, em novos sujeitos resilientes. 

Em minha própria pele, esse que é o maior órgão do corpo humano, e também nosso egoico protetor, às vezes excessivamente narcísico, venho tentando a experimentação do árduo aprendizado de me tornar resiliente. Por isso escrevo tantas Cartas de Vida(s) à Dona Morte. Por isso amplio minha própria vulnerabilidade, questiono meus pré-conceitos, busco essa nova e renovada visão da saúde, para além de quaisquer doenças ou incapacidades. 

Com mais este texto, em nosso contexto político das privatarias, dos mensalões, das corrupções visíveis e invisíveis, faço mais um convite para o re-conhecimento do quanto a Bioética pode trazer de estímulo para a proteção e salvaguarda dos que estão em uma ponte, só que pensando, silenciados e silenciosamente, no suicídio e falsa redenção pela morte.

Entre a ponte para um futuro com mais justiça, menos exclusões, sem estímulo às desfiliações sociais e aos horrores econômicos de um hiper capitalismo parasitário, essa ponte de ondem saltam a cada 40 SEGUNDOS globais os seres em desesperança e desilusão vital, qual é a ponte que pretendemos atravessar, juntos, em direção de nossos devires?


Copyright/left jorgemarciopereiradeandrade (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet e outros meios de comunicação de massa)

Indicações de Leitura: 
Bioética, Vulnerabilidade e Saúde – Christian de Paul de Barchinfontaine & Elma Lourdes Campos Pavone Zoboli (orgs.) – Editora Ideias&Letras/ Centro Universitário São Camilo – São Paulo, SP, 2007.

Desnutrição, Pobreza e Sofrimento Psíquico – Ana Lidia Sawaya et Allii (orgs) – Editora da Universidade de São Paulo, USP, São Paulo, SP, 2011. El Sufrimiento Mental – El poder, la ley y los derechos – Emiliano Gallende & Alfredo Jorge Kraut, Lugar Editorial, Buenos Aires, Argentina, 2006.

Ensaios: Bioética – Sérgio Costa & Debora Diniz, Editora Letras Livres/Brasiliense, Brasília/São Paulo, 2006.

Rizomas da Reforma Psiquiátrica – A difícil reconciliação – Editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, RS, 2007.

Sobre a imagem utilizada – Matéria
 Notícias da Internet – Dia Mundial da Saúde Mental

Psiquiatra apela a "resposta profissional" para combater desânimo social 

Mulheres têm o dobro de chances de desenvolver depressão -

OMS pede mais ações públicas voltadas à prevenção do suicídio 

Sobre a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (Decreto 6949/2009)Disponível novo mapa de assinaturas e ratificações de Convenção da ONU sobre Direitos das Pessoas com Deficiência 

LEIA TAMBÉM NO BLOG –

SAÚDE MENTAL E DIREITOS HUMANOS COMO DESAFIO ÉTICO PARA A CIDADANIA  


OS NOSSOS CÃES desCOLORIDOS - Nossas "depressões" e o Dia Mundial da Saúde Menta

ALÉM DOS MANICÔMIOS - 18 de maio/ Dia Nacional de Luta Antimanicomial

RACISMO, HOMOFOBIA, LOUCURA E NEGAÇÃO DAS DIFERENÇAS: as flores de Maio
http://infoativodefnet.blogspot.com.br/2012/05/racismo-homofobia-loucura-e-negacao-das.html

9 comentários:

  1. Pensei muito antes de escrever, pois sinceramente concordo com a reflexao que vc faz em existe alguma perspectiva que nos dirija para as desinstuticionalizações? Há, realmente, em ação uma mudança de paradigmas que nos abra um caminho diante de tanta desumanização do cuidado em saúde... dos profissionais que atuam de forma tão relaxada, malvada e irresponsável. "As correntes que se usam aqui são mais “finas e sutis” que as usadas em Gana?"..adorei a comparação, pois no fundo, bem aqui diante dos meus, dos seus e de todas as pessoas as correntes sao as mesmas, pra mim... infelizmente. Não é mesmo? Pensando mto nesse assunto, mtooo e me sinto adoecer por nada fazer de bom, essa é a verdade..pura realidade que transpassa do meu coração e do meu cérebro velho e sonhador.... abçs
    anna maria pan

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    1. Carissima Anna
      Obrigado por reforçar minhas indagações e reflexões sobre as práticas atuais no campo da Saúde, e em especial no campo que já trabalhei e ainda me traz muitas questões: o da Saúde Mental. E se há as finas correntes e os muros invisíveis nosso primordial papel bioético é afirmar a proteção dos direitos humanos desses que comumente denominamos, com diferença e indiferença, os "pacientes", ou "usuários", mas que são tão cidadãos/cidadãs como qualquer outro ou outra no Brasil... Não desanime pois há muitos, apesar de poucos, que ainda lutam pela mudança de paradigmas são persistentes e resilientes sonhadores, assim como nós.
      um doceabraço
      jorge marcio

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  2. Tks Márcio! As vezes tenho vontade de sumir, ao ver qualquer pessoa que maltrata, humilha, despreza, menospreza e até ironiza a vontade de alguns em melhorar a qualidade de assistencia prestada ao paciente/cliente/usuário.... é algo que repugna a alma..é algo irritante, nao consigo finger ou ficar quieta. Enfim, caro amigo que tenho o prazer de ler com tanta sede seus pensamentos postados que me pergunto sempre: qual éo meu papel?? que posso fazer?? e sempre peço: Deus, me ajuda a ficar na psiquiatria, me ajuda a entender o que eles querem falar e eu nao consigo entender com a minha cegueira e surdez... algo assim Márcio.
    Estou lendo o livro escravo Bernardino, comprei semana passada... e começei ontem a noite, espero que me ajude. Um abç e mto obrigada por me deixar escrever em seu espaço. anna mª pan ( pq eu acreditooo!!!! assim como o peter pan, rsss)

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  3. Querido Jorge Marcio,
    Seu texto expõe gravíssima e persistente situação de desumanidade a que M. Luther King chamou de "o silêncio dos bons".
    São os de mente sã de hoje que não se permitem imaginar como resistiriam à situação de "loucos" ou de "deficientes". A capacidade de resiliência, tão bem explicada por você, ainda não aflorou. Do mesmo modo, não encontram propostas para novos modelos fundados na bioética e nos direitos humanos, notadamente ao direito à saúde física, sensorial, intelectual e psicossocial. Quem "pensa" pelo lado da saúde mental desconhece a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, embora esteja lá, enumerada no art. 1 a condição de impedimento mental, diferenciado dos demais. Essa inclusão não é meramente semântica ou um engano dos elaboradores. As pessoas em condições que afetam a saúde mental estão, da mesma forma que as demais pessoas com deficiência, cercadas por barreiras de todas as naturezas, que impedem sim a sua vida digna e não desumanizada. Não é a toa que as piores formas de institucionalização forçada de pessoas com deficiência intelectual se dão nos espaços "destinados" às pessoas com transtornos mentais.
    Do lado de cá, os conhecedores da CDPD, ciosos do pouco foco de atenção dado às pessoas com deficiência, ainda não se manifestaram (não nos manifestamos) para aclarar esse ponto: eles estão protegidos tal como nós e as demais pessoas pela bioética, os direitos humanos e a recentíssima CDPD.
    Seu texto nos desperta do comodismo e nos faz encarar a omissão leviana que mantem as correntes vergonhosas aqui no nosso quintal.
    Abraço da amiga Izabel Maior. 13 de outubro de 2012.

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  4. Claudia Cacau Guarani Kaiowá
    Jorge Marcio Andrade Li seu texto na íntegra, e o achei maravilhosos, simples, conciso e muito rico. A primeira vez que me deparei com o termo resiliência de uma forma mais abrangente foi em um artigo que falava de psicologia positiva, na qual constava a pesquisa de um estudo longitudinal de Werner e Smith e me surpreendeu que sua primeira amostra de 72 crianças nas condições nas quais elas se encontravam tenham sido todas consideradas resiliente, posteriormente foi melhor explicado na segunda amostra. Realmente se pensarmos por partes e considerarmos não somente as patologias e os aspectos negativos mas consideramos o aspectos salutogênicos é um meio de sairmos sim do determinismo.Ao fazermos está associação ambiente e a subjetividade do individuo, creio que isso poderia ajudar as pessoas levando informações que possam prevenir. Pois pelos estudos um ponto importante é o ambiente e os conflitos ou não que possam existir . É claro que li pouca coisa mas é um assunto apaixonante. Pensei muito na minha vivência me enquadrei perfeitamente pontuando os fatos como não resiliente. (Foi assustador) Mas se eu te contar vai virar consulta rsrsr.... Mas obrigada por compartilhar seu conhecimento anotei suas referencias bibliográficas sobre o assunto. Vou passar a te espiar mais srsrsr Abração! :))

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  5. Hallo Jorge Marcio Andrade , Thank you for your support for CHALLENGE People and i am very to know you, My names are Alex Ndolo Kilele of http://www.kilelefoundationkenya.com based in Kenya Africa and we support people living with disability and health too.
    May God Bless you

    Alex Ndolo

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  6. Brilhante, merecedor de Honra, Parabéns! veronicasemljanos.blogspot.com

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  7. Jorge muito contundente essa sua fala, reverbera em todo meu ser e me remete às lembranças do período em que atuei como Assistente Social, num programa psicossocial a cumpridores de pena numa Vara de execução penal em Vitória/ES,quando então acolhia para atendimento, cumpridores de pena em progressão de regime, que saiam do Manicômio Judiciário em situações de muito flagelo humano, em decorrência das péssimas condições as quais eram submetidos(as), sim as "correntes sutis", possivelmente eram as mesmas por aqui também.Abraços, Sonia.

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  8. O DIA QUE A SOCIEDADE CAIR EM SI, OLHAR PARA SEU UMBIGO E APRENDER A CONVIVER COM AS DIFERENÇAS, ACREDITO QUE O MANICÔMIO DEVERÁ SER EXTINTO. MANICÔMIO NÃO É APENAS UMA ESTRUTURA DE MUROS E GRADES. É TODA FORMA DE EXCLUSÃO SOCIAL AO QUAL O INDIVÍDUO É SUBMETIDO, SEJA POR MAUS TRATOS, ESTIGMAS, DISCRIMINAÇÃO, PRECONCEITO, PATERNALISMO EXCESSIVO, ETC. TODOS OS SERES HUMANOS TEM UM MANICÔMIO DENTRO DE SI. SE FAZ NECESSÁRIO ARRANCAR E ANIQUILAR ELE. A SOCIEDADE NÃO CONSEGUE ENTENDER A LOUCURA. NO MEU ENTENDER, A LOUCURA NÃO É UMA DOENÇA...É UMA FORMA DE EXISTÊNCIA. É VIVER-SE A SUBJETIVIDADE HUMANA. SER DIFERENTE É NORMAL, O PROBLEMA É AS PESSOAS TEREM CONSCIÊNCIA DE QUE O LOUCO NÃO É UMA AMEAÇA SOCIAL.APENAS NESSECITA DE CUIDADOS, POIS OS SINTOMAS TEM QUE SER TRATADOS. INFELIZMENTE O CONTINENTE AFRICANO É O QUE MAIS SOFRE POIS É UM CONTINENTE ONDE VÁRIOS PAÍSES ADOTAM-NO COMO COBAIAS, FAZENDO EXPERIÊNCIA DE NOVOS VÍRUS QUE SE DESCOBRE OU QUE INVENTAM. A LOUCURA SE TORNOU UM COMÉRCIO ONDE LABORATÓRIOS SE ENRIQUECEM A CADA DIA, LANÇANDO NOVOS MEDICAMENTOS E POR OUTRO LADO, O CID INVENTA NOVAS DOENÇAS PARA OS LABORATÓRIOS LANÇAREM MAIS MEDICAMENTOS E ASSIM ENRIQUECEREM AINDA MAIS.

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