sábado, 17 de maio de 2014

LOUCURA SEMPRE! A DESINSTITUCIONALIZAÇÃO NÃO É INTERNAÇÃO, MUITO MENOS COMPULSÓRIA.

Imagem publicada – uma foto de uma homenagem pintada há muitos anos atrás para mim, por uma artística cliente e ensinante, Maka, onde sou representado e cercado por frases: Freud explica, Winnicott também, Jung idem e Jorge ibidem..., no canto direito está escrita a nossa grande descoberta mútua: - “e eu tento entender...”.  Um terno e eterno aprender... Será que algum dia, em futuro longínquo, poderemos vir a “entender” sem querer enclausurar ou capturar, todas as nossas “loucuras”?

“Uma doente fala sozinha, será que não tens medo da imagem do teu corpo? Eu estava sempre à espreita da doutora. A vê-la um instante, falar com ela ser real... reencontrar-me... O grupo: trinta doentes com uma equipe médica, vão todos espiar-se, vigiar-se, insultar-se, odiar-se, amar-se, projetar uns nos outros, viver em conjunto a loucura. Pouco sei dos outros, estou sempre só...” (Emma Santos – O Teatro).

Habeas Corpus Insanus ad eternum!

Resgato essa poetisa, artista e sempre teatral Emma, direto dos mais antigos livros que guardo com carinho. Ela, que passou pelas agruras de mais de uma internação psiquiátrica em Portugal, nos anos 60/70, me ensinou a buscar o coração que foi pintado pela outra artista que me afetou.

Foi dela que aprendi que: “A manhã volta. A manhã volta sempre...”, por mais soníferos, ansiolíticos, antipsicóticos e antidepressivos que tenhamos ingerido, o amanhã virá, inevitável e, se for dentro do hospital psiquiátrico, mais duro ainda.

Na busca da suavidade necessária e do processo de humanização desses estabelecimentos e suas instituições me joguei de corpo e alma, muitos dias, muitas horas. As marcas do convívio com os espaços de tratamento ou confinamento das ‘loucuras’ não são só do corpo. Ficam também nos nossos corpos, para além dos outros, simbólicos ou não. Agora posso de corpo ferido e mente alerta, mesmo à distância física, ter outras implicações.

Hoje, perto de mais um momento de festa e bola rolando, me aviso e lembro-me dos que irão ver jogos apenas pela televisão. Distanciados e intocáveis. Isto se a televisão estiver ligada e permitida.

São os que permanecem e ficarão “fora dos estádios” normalizadores. São os ‘doentes mentais’ que, devido às suas infindas institucionalizações em clínicas, Caps ou outros resquícios de sanatórios e manicômios ou “minicômios reabilitadores”, “não batem bem da bola”, ou da “cachola”, ficam sempre com o cartão vermelho, expulsos de quaisquer partidas oficialmente normais, como o mercado de trabalho.

Aos inadvertidos digo: eu gosto de futebol, mas não sou mais um fanático. Eu amo/respeito/sinto os loucos de toda sorte, mas não sou fanático por nenhuma loucura, a não ser a minha própria... Não lanço nem privadas e muito menos bananas racistas...

Entretanto, para muitos de nós, os próprios psis e os que se denominam normais, somos classificados como loucos. Os ditos que não são tão malditos, afinal, de ‘médico e de louco todo mundo tem um pouco’. 

Integrantes de uma seleta seleção. Somos profissionais, os trabalhadores com e da dita Saúde Mental que não ganham como jogadores de futebol. Porém, mesmo assim, entramos em um campo minado, vestimos a camisa de um “time” que joga o tempo todo com os seus e os nossos inconscientes-multiplicidades.

Caso venhamos a passar por acidentes ou traumas, também adoecidos, penduramos as chuteiras. E, dizem, portanto, que também somos “ruins da cabeça’’, já que ficamos, como nossos pacientes, “doentes dos pés”, de “miolo mole”, mais para Garrinchas dopados do que para os que continuam equivocados como Pelés.

Por isso, aquilo e mais um pouco temos de aprender a sermos os meio-de-campo-Loucos... Nesses áridos não gramados campos abertos a placares inusitados, com jogos que devemos aprender a perder. Nunca seremos, aí nessas arenas fechadas e totais, os campeões. Apenas nos tornamos os espertos ao contrário, como já disse, sábia e vividamente a Estamira.

Ao viver nessa e dessa insanidade, como risco necessário desse trabalhar, oriundas de si próprio e do Outro é que precisamos nos tornar mais finitos. Um estar, mais que ser, na transitoriedade desses jogos inter-humanos, em permanente estado de desinstitucionalização. Abraçarmos a nossa suposta derrota: os loucos sempre vencem mesmo enclausurados. Por quê?

 Já nos foi dito: os muros que ainda não derrubamos estão dentro de nós... São as verdadeiras muralhas que nos protegem do que mais tememos: ensandecer como o espelho deles e de nós próprios. O seu sofrimento psíquico não nos é estranho ou estrangeiro. Faz parte de nossa história, seja social ou cultural, biográfica ou historiográfica.

Fomos, com a Medicina psiquiátrica, durante mais de um século os responsáveis por determinar a distância entre a sanidade e a loucura. Como medidores e avaliadores fisicalistas nos foram dadas ferramentas para incluir ou excluir. Foi-nos dado o aval, e ainda permanece como paradigma, a nossa capacidade de dizer quem está “doente da cabeça”. Os lunáticos que não andam sobre os pés. Os que dizemos estão fora do chão das nossas realidades.

Lá no século XVIII o mundo da loucura, que ainda recebe esse nome/estigma, segundo Foucault ‘vai tornar-se o mundo da exclusão’. Modificamos em quase três séculos esse modelo e paradigma excludente?

Nos meados daquele século é que foram criados os primeiros estabelecimentos para a grande internação. Não eram como os aprimorados equipamentos e hospitais de hoje dedicados apenas aos sofrimentos psíquicos graves e persistentes.

Os ‘Hospitais Gerais’ recebiam, como seus sucessores manicômios, toda uma série de sujeitos diferentes. Segundo Foucault lá, “pelo menos segundo os nossos  critérios de percepção: encerram-se os inválidos pobres, os velhos na miséria, os mendigos, os desempregados opiniáticos, os portadores de doenças venéreas, libertinos de toda espécie, pessoas a quem a família ou o poder real querem evitar um castigo público, pais de família dissipadores, eclesiásticos em infração, em resumo todos aqueles que, em relação à ordem da razão, da moral e da sociedade, dão mostras de ‘alteração’...”.

E a que discrepâncias sociais, anormalidades, desvios morais, atos infames e ‘alterações genéticas’ estaremos, generosa e piedosamente, nomeando, classificando e destinando para nossas ‘novas’ instituições dedicadas aos loucos?

Digo que são os ‘novos malditos’. São os que apesar de não serem tão ‘perigosos’ ocupam agora os antigos espaços dos hansenianos e dos amaldiçoados pelos soberanos. São as novas e sempre bem vindas, biopoliticamente, Vidas Nuas. Pergunte-se se não há na citada lista foucaultiana nenhum dos termos lá que empregamos ainda por cá e acolá. Naturalizamos suas modernas versões humanas?

A resposta é que ainda temos de continuar o que se denominou de ‘luta antimanicomial’. As velhas e carcomidas instituições arquitetônicas dos manicômios, das Barbacenas, perduram em novas e bem instrumentalizadas formas de encarceramento. Não são só os portões e grades que nos separam deles, dos loucos.
Separam-nos as novas terminologias, novos diagnósticos, novas medicações, novos meios de contenção física, novos/velhos falsos cuidados desses Outros.

Aí, com certeza e direito, Emma que nunca foi santa, nos cuspirá, no rosto maquiado dos nossos belos avanços, a verdade de nossa neurótica e desinstituinte repetição: o ontem sempre vem, e, extenuados, não construímos e nem vemos saídas, não há nenhum amanhã possível?

Pela necessidade de responder às muitas Emmas, Estamiras e outros Cids que, com seus delírios ou alucinações, compulsória e involuntariamente são serão internadas, desviantes que se tornam, é que faço essa afirmação da desinstitucionalização.

Urge caminhar para além das deshospitalizações, para além das desterritorializações dos sofrimentos dos Outros, sempre sujeitados e cada dia menos sujeitos, singulares, individual ou grupalmente.

Para além dos territórios já conhecidos e demarcados, digo que a Saúde Mental pode, amorosa e micropoliticamente, vir a ser revolucionária. A quebra de estigmas e preconceitos com a loucura, assim como com os racismos, as homofobias e outras discriminações também é tarefa dos atores e inventores/vetores dessas Outras Saúdes.

Como dados de realidade, para que não digam fanático pela demolição dos manicômios visíveis, posso citar o levantamento da situação de pessoas em sofrimento mental prolongado aqui em São Paulo, o Censo Psicossocial sobre Moradores de Hospitais Psiquiátricos, no ano de 2008.  Este censo perguntou a um morador de um hospital psiquiátrico se ele gostaria de morar fora do hospital.
Ele respondeu: “...quero ir embora... mas não tenho mala”.

Segundo essa mesma pesquisa estatística, a população internada em hospitais há mais de um ano era de 6349 internados em 56 hospitais psiquiátricos, em 38 municípios, e em 15 DRs. Dessa amostra populacional existiam 3930 homens e 2416 mulheres. Ressalte-se que quase 63% era de não alfabetizados, quando surgem então as crianças e jovens internados. Entre eles 42,1% possuíam ausência total ou parcial de dentes. Como sorrir, então, dentro desses cenários institucionalizantes?

Quantos estão agora ainda em processo de internação prolongada e sem perspectivas, sem mala, sem destino, sem respostas, sem novos caminhos ou futuros, mesmo que sejam residências terapêuticas?

O outro e alegado cenário, que aí surge, é o da ‘transinstitucionalização’, ou seja, os muitos que saíram de hospitais psiquiátricos fechados. Mudaram de ‘mala e cuia’, como dizem lá em MG, para novos ou velhos espaços medicalizados. Desse total pesquisado pelo censo 43% (2741 pessoas, ou melhor, cidadãos e cidadãs) tornaram-se “moradores” dos novos equipamentos. Ocupam os ‘leitos-noite’ que não tem dia seguinte, muito menos a desejada ‘alta’?

Nessa perspectiva é que ainda há que resolver as questões macropolíticas geradas e alimentadas pelo descaso dos gestores. Faltam os recursos, os trabalhadores, e, principalmente, a chamada política pública estruturante. Com estes números citados, apenas uma das pontas visíveis de um grande iceberg de ‘usuários’, é que devemos uma resposta desinstitucionalizante, uma afirmação de vida para além dos limites já inventados ou recém-instituídos.

Pelo já escrito, assim como pelo que me foi ensinado nos meus anos capsciosos, é que digo que a Psiquiatria, e não menos outras especialidades psi e próximas, se revelam, diante do dito louco e da loucura, portadoras de um instituído vertical e enraizado, mais que quaisquer outras instituições.

Nós, os benditos trabalhadores dessa saúde e pela ação biopolítica de nossos zelosos equipamentos de cuidado, interrogo se podemos e nos tornamos excelentes e eficientes administradores ‘daquilo e daqueles que sobram’, dos excedentes ou novos desfiliados sociais? Contribuímos, por exemplo, para a gentrificação e higienização das grandes ‘lândias’ das grandes cidades?

Seríamos, ou melhor, nos tornamos uma instituição residual, que detém ela mesma, em relação ao sistema instituído como Saúde Mental, um poder tanto insubstituível quanto um simulacro, ou seja, seríamos capazes de fazer o papel de quaisquer uma das outras instituições que nos transversalizam, seja a Justiça, o Governo ou mesmo a Família...

A desinstitucionalização dá trabalho, é árdua, exigente de uma Análise Institucional, ela própria que se coloca em implicação com seu próprio fim, finalidade ou demanda. Essa que lhes proponho tem que ir além das teorias e dos diagnósticos. Como dito lá em cima, vai além dos Freuds, dos Jungs e dos Winnicotts, e, com certeza, muito além de mim e do meu corpo/vida/máquina desejante.

Esse caminho árduo para a desinstitucionalização passaria pelo buscar soluções singulares, heterogêneas, realmente substituíveis (ou melhor, até descartáveis por sua temporalidade ligada à existência e vida do sujeito), com uma ‘intervenção prática que remonte a cadeia das determinações normativas, das definições cientificas, DAS ESTRUTURAS INSTITUCIONAIS, através das quais a ‘doença mental’(o irremediável problema chamado de Loucura) assumiu aquelas formas de existência e expressão...

Enfim, preciso e lhes desejo contaminar com uma necessidade de novos gestos, de novos e criativos contatos com esses Outros, em nós e nos Outros que denominamos mais loucos que nós próprios.

A vocês, todos e todas, em tempos de medos líquidos, deixo a poesia demolidora de desafetos de Max Pagès, que incluiria Reich entre os meus indicadores analíticos da pintura-interrogação de mim, o sujeito de um suposto saber psicanalítico ou psiquiátrico distanciador:

“... Cada gesto é necessário e leva a outros gestos
Desconhecidos, necessários também,
Que levam a outros gestos e a outros ainda desconhecidos.
Se se aceitarem os gestos que são necessários às pessoas
Elas podem viver, senão, arrebentam.
Amar é aceitar os gestos dos outros
Amar é fazer gestos que nos são necessários
Amar é arriscar ficar só, e é também arriscar destruir
Os outros e a si próprio”.

Por esse desejo, como um rizoma, de uma molecular revolução que nos desinstitucionalize, desmassifique e nos torne singularidades mutantes e amantes do viver, com toda intensidade que isso exige, é que digo e lhes docementeabraço: - estendam a mão, ofereçam o ombro, aceitem o olhar, mudem a escuta distanciada, fria, diagnosticadora, sensibilizem-se pelo corpo e pela diferença que sempre é o Outro e o próximo, para além do temor que nossas ou suas loucuras recônditas nos provoquem.

E, finalmente, que se manifestem como somos também: uma ou muitas multidões...
com um doceabraçoantimanicomialeresiliente...

Copyright/left jorgemarciopereiradeandrade 2014/2015 (favor citar o autor e as fontes em republicações livres pela Internet e em outros meios de comunicação com e para as massas)

Leituras inquietantes para inquietos pensantes:
O Teatro – Emma Santos, Editor Assírio e Alvim, Lisboa, Portugal, 1981.

Doença Mental e Psicologia – Michel Foucault, Editora Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro, RJ, 1975.

O Trabalho Amoroso: Elogio da Incerteza – Max Pagès, Editora Veja Universidade, Lisboa, Portugal, 1986.

Filme que deveríamos sempre reapresentar e rever:
Estamira, um filme de Marcos Prado   https://www.youtube.com/watch?v=KFyYE9Cssuo

Fonte de pesquisa –

Desafios para a Desinstitucionalização - Censo Psicossocial dos Moradores de Hospitais Psiquiátricos no Estado de São Paulo, Sonia Bichaff & Regina Bichaff (orgs.), 2008 –

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5 comentários:

  1. Artigo lúcido e sensível. Parabéns e obrigada por trazer a tona a reflexão.

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  2. Querida Jenny
    as nossas implicações comuns com a luta antimanicomial já vêm inscritas em nossos corações há muito tempo... e devemos continuar acreditando nas mudanças, apesar de incertas, que garantem e afirmarão os direitos humanos em Saúde Mental... E que a reflexão possa nos trazer mais força ainda para essa caminhada e luta, ou como disse ao escrever para um jogo que não terminou ainda... e que muitas vezes já perdemos. Um doceabraçoantimanicomial jorge márcio

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  3. Jorge, parabéns pelo belo e reflexivo texto!
    O que mais me instiga é quando um morador de um hospital psiquiátrico foi indagado se ele gostaria de morar fora do hospital. [..] Ele respondeu: “...quero ir embora... mas não tenho mala”.[..]
    Esta cultura "manicomial" nos está enraizada há tempos, isto não é nada recente. E como você bem colocou modificamos ou fizemos algo para mudar estes "modelos e paradigmas excludentes"? Este estigma ainda encontra fortes aliados nas próprias famílias dos "excluidos". Por que? Por que não vão de encontro às expectativas de uma sociedade que postula o que é "normalidade"? E daí, a melhor forma até agora encontrada é a "exclusão" na forma de "encarceramento"?
    Quantos dons desperdiçados.....quantas vidas! Estes seres "iluminados" precisam muito mais de atenção e amor, do que aquela centena de soníferos, ansiolíticos, antipsicóticos e antidepressivos, para que possam alcançar a tão necessária “paz mental”.
    Todos têm o direito de existir e ocupar um lugar no mundo!

    Habeas Corpus Insanus ad eternum!!!

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  4. Certamente esse desenho diz muito do que sua cliente entendia e queria representar, tinha fundamentalmente o especialista e as palavras que estão pressupostas nas análises, nos diagnósticos e nos resultados... Muito bom seu texto e principalmente à comparação com a bola que rola e enrola os que são bons da cabeça, mas podem ser doentes do pé, que ainda não sabem aonde tocar e os motivos pelo quais tocam ... Então que a resiliência seja suficiente para uma reflexão aprofundada!!! Tive duas experiências com "manicônios", uma quando fazia as disciplinas de Licenciatura, pois no Fundão (UFRJ) eram apenas as do bacharelado e as outras ao lado do PINEL ( Paria Vermelha) e os supostos "doentes" transitavam pelas ruas da Universidade e muitos colegas , tinham "medo"... Estava claro à realidade e o que a proximidade dos mesmos fazia naquele inventário psíquico, de intelectuais temerosos !!!! A outra foi na Adolescência, visitando o pai de um namorado na Casa dr. Eiras, em Paracambi,local que depois de muitos anos, por ter sido denunciado, em suas práticas de choques e outras aberrações , enviou seus pacientes opara casa de forma compulsória!!! Então, que nossa realidade seja menos dolorosa e mais amena!!! Grata Jorge Marcio Andrade!!! Doceabraçoantimaniconial

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  5. Como sempre os textos de Jorge Marcio são importantes pelo conteúdo e forma como escreve. Analise de modo compreensível a questão das instituições e pessoas tidas como "ruim da cabeça" Mas há gente doente do pé! Assim o médico psiquiatra Jorge aborda temas e esclarece realidades para muitos desconhecidas!

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